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Contra a crise, estratégia

Especialistas em vendas online indicam que planejamento é o melhor remédio contra ansiedade

Por 2min
27 de março de 2020

Nesta quinta-feira (26), nossa quarentena de lives reuniru Nilson Filatieri, da Hero Spark, e Dener Lipert, da V4 Company. Em pauta, como a crise impacta o mundo digital e quais estratégias podem tornar possível um negócio no ambiente online. A Hero Spark é uma plataforma que permite que pessoas transformem seus conteúdos em cursos online. E a V4 é especializada em Marketing para e-commerce.

Na avaliação dos especialistas, quem já estava no ambiente digital claramente vai ter um crescimento rápido momentâneo, em curtíssimo prazo. Com exceção, claro, dos negócios mais claramente afetados pela pandemia, como os atrelados à indústria do turismo.

– Dependendo da sua indústria você vai estar vendendo muito ou não vai estar vendendo nada, mas pro empreendedor a questão não é essa. A questão é entender que esse é um momento passageiro de curtíssimo prazo, então você não tem que pensar na melhor estratégia de vendas, o que você tem que fazer é se preparar para sobreviver agora e depois como você vai surfar essa retomada – afirmou Filatieri. Dener Lipert completou:

– Podemos pensar em estratégia de antecipação de compras. Por exemplo: eu viajo todo mês, então eu comprei uma séria de viagens para São Paulo, porque estava muito barato, então valia a pena antecipar essa compra. Vender crédito para as pessoas consumirem nos próximos meses. O interessante é sua empresa ter múltiplos canais para neste momento não depender de apenas um.

Respondendo a perguntas dos seguidores no Instagram, Dener disse, porém, que até mesmo um trabalho específico para costureiras autônomas é possível ser feito durante a crise do coronavírus.

– Você precisa orientá-las a fazer entregas via Rappi ou via Loggi. Você pode usar várias plataformas, cirar um canal nas mídias e gerar conteúdo para ajudar a alavancar essa venda, que vai gerar demanda para as costureiras, e elas vão performar melhor – disse.

Da mesma forma, mesmo itens que poderiam ser considerados supérfluos, como uma semijoia, tem seu potencial de escoamento:

– Ser supérfluo é relativo, você tem que mostrar pro seu cliente que seu produto não é supérfluo. A relação social é uma necessidade, então seu cliente tem que se sentir representado. Se seu produto atende essa relação social, ele não é supérfluo – afirmou.  Para Nilson, toda expertise pode ser transformada também num “infoproduto” – por exemplo, a produção dessas semijoias.

Questionados se o Google seria o melhor caminho para atingir o público, os especialistas citaram também o conglomerado do Facebook, que compreende ainda Whatsapp e Instagram.

– O Google costuma ser muito simples e efetivo por causa do search, a pessoa que está buscando acaba encontrando seu negócio através de outras pesquisas. No Whatsapp você pode criar uma lista de transmissão, dispara uma oferta pras pessoas que compraram com você. Atendimento é tudo, a internet não pode ser fria, precisa manter seu contato quente – exemplificou Dener, lembrando que 70% da clientela está conectada ao Facebook. Ele ainda reforçou a ideia de que o a crise é oportuna para pensar também em estratégias não imediatistas:

– Precisamos sempre pensar o negócio a longo prazo, o melhor remédio pra ansiedade é planejamento. No longo prazo tudo se ajeita, pensando sempre na perenidade do negócio, que vai trazer sustentabilidade financeira.

 

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