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Um rally solidário

Mesmo dentro de 'bolha', Sertões vai cruzar quase 5 mil quilômetros causando impacto social e econômico a comunidades

Por 2min
20 de outubro de 2020

Vem aí o 28º Rally dos Sertões, maior e mais tradicional prova off-road das Américas. A largada será dia 31, no estado de São Paulo, e a bandeirada final, no Maranhão, em 7 de novembro, depois de cruzar Minas, Goiás, Tocantins e o Distrito Federal.

Num ano diferente como 2020, o Rally dos Sertões também terá uma série de novidades em relação aos anos anteriores, por conta da pandemia do coronavírus. A começar pelos protocolos de segurança e por seu mote: levar solidariedade ao longo dos 4.749 quilômetros de prova.

Pelo segundo ano consecutivo, a Reserva é apoiadora do evento.

– Muita gente estranha uma marca de moda participar de um rali. O mais importante, pra Reserva, é o que está por trás: a cultura, o propósito, as pessoas, o que representa. Ano passado a gente já viu a cultura empreendedora enorme, gritando, todo mundo do circuito – desde as comunidades, as pessoas que trabalham, pilotos e equipes apaixonados, mostrando um Brasil que ninguém conhece. Então a gente está muito feliz de poder participar de um projeto tão legal, com uma parte social tão relevante – diz Jayme Nigri, sócio e COO da marca.

Adiar a disputa deste ano não era uma opção, sob pena de deixar de impactar positivamente as comunidades que recebem o evento. Por isso, foram feitas adaptações esportivas e sociais. A missão assumida pelo Sertões é a de levar acesso à medicina de qualidade, além de impacto econômico, para as comunidades remotas que vão ver a poeira levantar.  Cabines semelhantes a caixas eletrônicos, mas com equipamentos médicos, serão deixados em cada uma das oito cidades onde a caravana vai passar.

A exemplo do que fez a NBA – criando uma bolha para a disputa de parte da temporada e dos playoffs –, o Rally dos Sertões farão a sua própria comunidade fechada. Os participantes que furarem o isolamento (em motorhomes e acampamentos) serão desclassificados. Para impactar as cidades, o abastecimento dos acampamentos será feito por comerciantes locais. Para injetar recursos nas economias locais, serão compradas cestas básicas com distribuição nas próprias comunidades.

Do ponto de vista esportivo, esta edição está recheada de grandes nomes do automobilismo, que fizeram sucesso nas pistas e agora vão experimentar correr fora delas. Rubens Barrichello, Nelsinho Piquet e Thiago Camilo são alguns dos pilotos.

–  Não pensava em competir em rali, mas confesso que me emocionei por duas coisas: a parte técnica, da tocada do carro, entrosamento com navegador, mas principalmente pelo incrível trabalho social do Sertões – declarou recentemente o ex-piloto da Ferrari.