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Sungas, uma história

Prestes a completar 90 anos de existência, o traje de banho masculino é sinônimo de liberdade e conforto

Por 2min
26 de janeiro de 2021

Verão bombando, calor sem trégua. Um mergulho pra ajudar a refrescar. Perfeito para usar sua sunga Reserva. Mas você já parou pra pensar a origem desta vestimenta praiana? Sinônimo de liberdade de movimentos e conforto, este item do armário masculino completa 90 anos em 2022. Hoje falamos um pouco sobre a história da sunga.

Embora Caminha tenha se espantado com os índios brasileiros “sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas”, até o século XVIII a Europa era bastante liberal aos hábitos de banhos em público (para homens). Só então se passou a exigir que as “vergonhas” fossem cobertas. Na verdade, as roupas de banho cobriam praticamente o corpo todo.

Um longo tempo se passou até que se chegasse a algo próximo das nossas sungas de hoje. Podemos dizer que o ano inaugural é 1932 (portanto, elas completam 90 anos em 2022). Também dá para atribuir ao nadador Johnny Weissmuller a primazia.

Weissmuller tinha sido campeão olímpico em Paris-1924 e Amsterdam-1928 – com direito a 5 medalhas de ouro e 67 recordes mundiais. Em 1932, ele poderia ter vencido ainda mais. Porém, foi cooptado pelo cinema: transformado em ator, foi o primeiro a viver o personagem Tarzan nas telonas. Na época, o esporte era restrito a amadores, e Weissmuller era um dos mais bem pagos de sua época – o que o tornava inelegível aos Jogos.

E foi na pele do Homem Macaco que ele se tornou o primeiro ser humano “liberado” da parte de cima das antigas roupas de banho. Tecnicamente, ao usar apenas a parte de baixo, estava criada a sunga. Potencializada pelo cinema, viraria um padrão universal ainda nos anos 30 do século passado.

A guerra mundial – e a consequente escassez de tecido – terminariam de fazer o serviço, consagrando a sunga como roupa de banho masculina. Ou pelo menos algo parecido com a sunga, uma vez que o corte ainda era muito mais próximo de uma cueca samba-canção do que do formato slip, o mais usado hoje em dia – que só surgiria nos anos 1960.

Paulatinamente, foram sendo incorporadas novas tecnologias aos tecidos, o que causou enorme revolução nos trajes de banho (com um leve desvio hippie, como lembra a tanga de crochê de Fernando Gabeira, nos anos 1970, no Rio).

Nos anos 1990, a adesão às bermudas de praia quase tornou as sungas algo esquecido. Mas elas voltaram com tudo, e para ficar – cada vez mais confortáveis e tecnológicas. E sempre serão sinônimo de liberdade.

Na Reserva, as sungas são feitas numa mistura de poliamida (82%) e elastano (18%), garantindo ao mesmo tempo um toque confortável e a elasticidade necessária. Também oferecemos um kit com duas sungas – pra você variar as cores ou simplesmente não precisar ficar esperando a secagem.

– Temos um grupo bem diverso de sunga. Lisas, estampadas, texturizadas, com recortes de cor, pensando na diversidade de possibilidades desse produto, para agradar dos mais discretos aos superousados – diz Igor de Barros, estilista da Reserva. – Nossa principal modelagem é o tradicional sungão, com a lateral mais larga, super anatomia, confortável e feita com uma lycra super resistente – explica.

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