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Sua empresa está no TikTok?

Entenda por que pode ser importante criar uma conta na rede social chinesa, sucesso entre jovens de 16 a 24 anos.

Por 2min
9 de julho de 2020

Você provavelmente já ouviu falar do TikTok, e a essa altura já se perguntou: será que minha empresa precisa aderir a mais esse aplicativo? A resposta é complexa. Antes dela, um breve spoiler: sim, a Reserva já aderiu.

– Qualquer plataforma de comunicação que apresente os números de cadastros e recordes de engajamento similares aos do TikTok deve receber a atenção das marcas e empresas. O que toda marca precisa fazer antes de entrar na plataforma é uma análise de compatibilidade entre a faixa etária do seu público-alvo com o público da rede – avalia Juliana Perez, coordenadora de mídias sociais da Reserva.

Se você não conhece o TikTok, vamos voltar uma casa e falar sobre os tais números citados por Juliana. Criado em 2017 na China, ele já tem cerca de 1 bilhão de usuários ativos em todo o mundo, número semelhante ao do Instagram. O app está disponível em 150 países e 75 idiomas – no Brasil, ele chegou em meados de 2019. E em qualquer lugar do mundo, tem feito muito sucesso especialmente entre a galera de 16 a 24 anos.

– Mas tenha sempre em mente que a idade não limita. Nada impede da sua marca ter um público-alvo mais maduro e você criar uma peça mais descontraída e mesmo assim conquistar consumidores mais experientes – diz Juliana Perez.

O aplicativo pode ser voltado para um público mais jovem, mas já vem tendo atuação significativa até na política. Na semana passada, o presidente Donald Trump foi vítima dos usuários da rede. Seu comício na cidade de Tulsa (Oklahoma) recebeu muito menos gente do que esperava; Trump já havia inclusive se gabado do fato de que quase 1 milhão de pessoas haviam solicitado ingressos. Porém, apenas 6 mil apareceram, num estádio onde cabiam 19 mil. Adolescentes foram os responsáveis pelo fiasco, confirmando presença sem nenhuma intenção real de estar lá. Por causa da traquinagem, a expectativa do presidente-candidato se frustrou.

Voltando ao TikTok da Reserva: o público da marca sempre gostou de inovação e entretenimento – que é exatamente o que o TikTok faz no momento. Por isso, o seguidor do @use.reserva no TikTok pode esperar tutoriais sobre diversos assuntos, combinações de peças clássicas da marca, lançamento de campanhas – e, claro, muita dancinha. Se você nunca entrou no app, vai perceber de cara que este é o formato favorito por lá.

– Plataformas deste tipo costumam ter dois destinos: ou os adultos chegam, estragam a festa e os jovens procuram a próxima onda, ou o Facebook o engloba em seu ecossistema, adquirindo a empresa ou copiando os features – aposta Renato Mendes, especialista em startups, em recente artigo.

O valor de mercado da ByteDance, empresa que o controla, acaba de ser avaliado em US$ 100 bilhões, o que dificulta uma aquisição pelo conglomerado de Mark Zuckerberg. O Facebook/Instagram, claro, decidiu partir para um projeto próprio, o Reels, que tem mais ou menos a mesma entrega do TikTok. A tática é semelhante à utilizada quando o Snapchat recusou as investidas de Zuck: o Instagram criou seu Stories, com a mesma pegada, esmagando a concorrência.

– Uma das razões pela qual o Instagram teve mais sucesso com o Stories do que o Snap foi o fato de o Instagram ser muito mais liberal em sua distribuição de alcance. Os Stories são muito mais fáceis gerar uma quantidade enorme de alcance. É por isso que foi adotado de braços abertos pelos influenciadores, cujo negócio está no alcance – avalia a coordenadora das mídias sociais da Reserva. – Dito isso, esperamos, sim, que nas próximas semanas o Instagram possa desacelerar um pouco o TikTok, mas temos que ver como o TikTok vai solucionar isso.

De acordo com a BBC, o TikTok já busca a solução: vai atuar com influenciadores e utilizá-los para fazer do aplicativo uma plataforma de educação. Além de famosos, a rede social fará parcerias com universidades e instituições de ensino de todo o mundo para geração desse conteúdo do #LearnOnTikTok.

 

 

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