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Vert, do Brasil para o mundo

Marca francesa de calçados ecológicos tem sua estrutura montada na Amazônia, no Nordeste e no Sul

Por 2min
24 de agosto de 2020

Em 2003, Sebastien Klopp e François Morillion, amigos de infância em Paris, resolveram fazer uma grande viagem às Américas. Começaram pelo México e foram documentando cada etapa, com foco nos projetos sócio-ambientais que conheciam. Ao chegarem ao Brasil, rodaram por três meses e decidiram ficar.

– Nos apaixonamos pelo país e pelos projetos de conservação que visitamos – conta François.

Com a borracha nativa da Amazônia, o algodão orgânico do Nordeste e o polo industrial de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, criaram a Veja, marca de calçados sustentáveis que começou a ser distribuída na França e, a partir de lá, para a Europa. “Veja” era um chamado para mostrar ao mundo os projetos pelos quais haviam se encantado, ressaltando o justo valor que deve se dar à mão de obra artesanal. Anos depois, a marca ganhou o nome de Vert, no Brasil – já que “Veja” estaria sempre associada a uma revista e até a um limpador multiuso. Em francês, “vert” significa verde.

 

Atualmente, uma equipe de 30 pessoas cuida da fabricação dos tênis, mas o processo produtivo das matérias-primas envolve muito mais gente.

– Nos envolvemos diariamente com mais de duas mil famílias de pequenos agricultores e seringueiros em seis estados. É um grande orgulho termos tecido essa rede solidária ao longo dos anos, passo a passo – diz François, que hoje fala português perfeitamente. – Nossa empresa cresceu, nossa equipe também, mas o nosso espirito continua o mesmo: devemos sempre melhorar nosso impacto social e ambiental.

Nos últimos três anos, o crescimento levou ao investimento em novas tecnologias, mais limpas. Recentemente, lançaram uma linha produzida com laminado vegetal de milho.

– E precisamos de mais colaboração entre as empresas, para que se resolvam os grandes desafios que temos pela frente: a poluição dos oceanos pelo plástico e o aquecimento global. Estamos todos no mesmo barco – diz François.

A propósito: a Vert é vendida como uma marca penetra no site da Reserva. Já conferiu?

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