Futuro do varejo

‘A jornada será mais fácil’

Futuro do varejo: Andre Farber, do grupo Boticário, destaca avanços durante a pandemia

Por 2min
16 de outubro de 2020 Atualizado em 28/10/2020 às 08:04

Nossos apps cresceram 5 vezes, e o Whatsaap passou a ser um canal de vendas relevante

O Grupo Boticário – formado por O Boticário, Eudora, quem disse, berenice? e The Beauty Box – está presente em mais de 4 mil pontos de venda próprios, venda direta e e-commerce, com presença no Brasil e em outros 15 países. Quando se somam os outros pontos de venda, as marcas têm 40 mil pontos de contato com o público em todo o mundo. O grupo que nasceu como uma pequena farmácia de manipulação, em 1977, hoje está entre os 10 maiores varejistas do Brasil. São 13 mil colaboradores diretos, mais 40 mil quando se conta a rede de franquias. Franquia, aliás, é um dos temas tratados por Andre Farber no grupo. Formado em Engenharia Química pela Unicamp, com MBA no INSEAD,  Andre Farber está por lá desde 2005. Começou atuando em projetos de estratégia quando ainda era consultor da Bain & Company (onde trabalhou por dez anos, entre Brasil, Coreia e Panamá, atuando prioritariamente em clientes de varejo e bens de consumo). Em 2010, tornou-se responsável pelas start-ups do Grupo – quem disse, berenice? e The Beauty Box. Hoje ele é o VP de Negócios e Franquias e cuida das marcas O Boticário, quem disse, berenice?, Eudora, operação internacional e lojas próprias. Andre é um dos convidados do festival O que o futuro (do varejo) nos Reserva?, que acontece de 26 a 30 de outubro, de forma online e gratuita (as inscrições estão abertas). Numa conversa com 2min, ele antecipa algumas percepções e fala de sua expectativa para o evento.

Como se deu a estratégia de omnicanalidade do Boticário durante a pandemia, com o fechamento dos pontos físicos?

Observamos um boom dos nossos canais digitais, nossos apps do consumidor e revendedora cresceram 5 vezes, o Whatsaap passou a ser um canal de vendas relevante, as vendas do ecom também cresceram exponencialmente.

Quais foram as principais inovações neste período?

Melhoramos tudo que já estávamos fazendo. Focamos ainda mais em uma série de iniciativas que começaram a ser executadas 2, 3 anos antes. A que mais me orgulho foi ver um projeto que abracei pessoalmente há uns 2 anos dar tanto resultado, a utilização dos apps para compra tanto do consumidor final, como da revendedora na Venda Direta. Ambos já representam mais de 30% das nossas vendas e mostram como o consumidor abraçou a ideia de compra “mobile”.

O que o futuro nos Reserva?

Uma jornada cada vez mais fácil, mais digital e omnicanal, mas recheadas de experiências físicas que encantam. Uma mistura do novo e do toque que nunca podemos perder!

Qual sua expectativa para o festival?

Escutar novas ideias e conhecer as melhores cabeças de marca e do varejo do Brasil.

 

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