Futuro do varejo

‘Ganha quem aprende mais rápido’

Futuro do varejo: Renato Mendes, mentor de start-ups, fala sobre inovações observadas na pandemia

Por 2min
16 de outubro de 2020 Atualizado em 28/10/2020 às 08:04

O consumidor ficou de olho em como cada marca se comportou na pandemia. As marcas com propósitos claros terão mais poder

 

Renato Mendes é co-fundador da Aceleradora Organica e do fundo de investimento Organica 10.4.3, além de professor de pós-graduação no Insper e mentor de start-ups na Endeavor Brasil. Quinzenalmente, escreve coluna na Época Negócios e é autor do best-seller “Mude ou Morra”. Renato tem mais de 20 anos de experiência, sendo quase cinco deles como executivo da Netshoes – onde ocupou, entre outros, o cargo de Head de Marketing & Comunicação para a América Latina. A partir de sua vasta experiência, Renato auxilia empresas de todos os tamanhos e setores de atuação a revolucionarem seus negócios por meio da adoção das práticas mais modernas de marketing, vendas e gestão, através de consultorias e palestras. Ele será um dos mediadores do festival O que o futuro (do varejo) nos Reserva?, que acontece de 26 a 30 de outubro, de forma 100% online e gratuita (as inscrições estão abertas aqui). Nesta conversa com 2min, ele fala sobre aprendizados na pandemia, o que muda daqui pra frente e o que ele espera do evento. Confira.

O que você viu de mais inovador ao longo desta pandemia?

Para mim, o mais inovador da pandemia foi ver empresas de diferentes tamanhos e setores de atuação tendo que adequar rapidamente suas estratégias para endereçar novos problemas que surgiram na vida de seus clientes do dia para a noite. Eu acordo e não posso sair de casa, e aí? Isso gera uma série de complicações que algumas empresas souberam se posicionar para me ajudar. Da cadeia de hotéis global que transformou seus quartos em room offices à pizzaria do bairro que criou um drive through vendendo por WhatsApp. No final das contas, o jogo é esse: ganha quem aprende mais rapidamente.

Muita gente diz que cada mês valeu por um ano neste período. Como sairá o consumidor desta crise?

Diria que algumas coisas mudam e outras não. Exemplo do que muda: a presença do digital nas nossas vidas. Não tem mais volta. Minha mãe, que não fazia mercado online, passou a fazer, e agora não se imagina sem esse conforto. Minha irmã comprou seu primeiro curso on line e amou. Isso não tem mais volta, o digital veio para ficar, em todos os setores. O Covid catalisou um processo que aconteceria de qualquer forma. Mas ele realmente acelerou de forma brutal essa digitalização da vida.

Agora, algumas coisas não mudam. As pessoas estão loucas para ter experiências no mundo físico. Tocar produtos, sentir cheiros, ver as coisas ao vivo. Vai ter uma volta muito forte disso quando chegar a vacina. A busca pelo antigo normal.

Importante dizer que o consumidor também ficou de olho em como marca se comportou durante a pandemia. As marcas verdadeiras, com propósitos claros e bem comunicados, vão ter cada vez mais poder.

O que o futuro nos Reserva?

Espero um futuro de mais amor, de mais proximidade com quem a gente gosta, de mais transparência em todas as relações, de gente produzindo e feliz.

Qual sua expectativa para o festival?

Num momento em que o mundo tá de cabeça pra baixo, um evento como este é fundamental para nos ajudar a colocar as coisas no lugar.

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