Limonada

De limões a limonadas

Alguns exemplos do como a Reserva faz da cultura da transformação (muito) maior que a cultura da reclamação

Por Rony Meisler
6 de outubro de 2020

A cultura da transformação tem que ser maior que a cultura da reclamação. Caiu? Levanta e anda, filho(a). Hoje vou falar de limões que transformamos em limonada.

O limão (1)

Em agosto de 2013, nossa loja nos Jardins (SP) foi assaltada. Jogaram uma enorme pedra na vitrine e invadiram a loja.

Nós consertamos tudo e, três meses depois, em 7 de dezembro, a loja foi roubada novamente.

A limonada (1)

Numa sacada genial, nosso então designer Davi criou uma campanha de liquidação utilizando as imagens da loja sendo saqueada. Confere aqui.

O limão (2)

Nossa loja dos Jardins (SP) sofreu um terrível incêndio em 2014 e desmoronou.

Uma funcionária ficou presa nos escombros e foi salva pelo Corpo de Bombeiros.

Eu me lembro de pensar que, se acontecesse algo com ela, eu não seria mais capaz de gerir a Reserva.

A essa altura, todos os nossos familiares e amigos nos diziam que deveríamos vender aquela loja, porque ela nos trazia má sorte.

A limonada (2)

Ao invés de ouvir os conselhos para vender a loja, criamos um novo conceito e reinauguramos a loja com 3 andares: no primeiro, a loja; no segundo, nossa barbearia; e no terceiro, um coworking e uma cafeteria.

A loja dos Jardins, desde sua reinauguração, tem crescido todos os anos.

Não costumamos fazer festa de abertura de loja, mas inauguramos a nossa “Embaixada de Marca” em agosto de 2014 com um show do Emicida.

O limão (3)

Em 2010, iniciamos uma sociedade com o Luciano Huck, a USE HUCK. A marca era liderada pelo Pedro Cardoso.

No lançamento, foram em média 8 mil usuário por minuto e, em poucos meses, a USE HUCK lançava mais de 300 estampas por mês, das quais vendia mais de 10 mil peças.

Quatro anos após o lançamento da marca, cometemos um grave erro: perto do carnaval de 2014, o coordenador de arte passou uma noite aplicando estampas em fotografias de uma pequena coleção de carnaval e, por engano, aplicou uma arte de uma coleção adulta na imagem de uma criança. Na arte lia-se: “Vem nimim que eu tô facim”.

Mesmo com todas as explicações sobre o erro técnico, aquilo causou um tsunami de repercussão negativa na internet.

A limonada (3)

Ali percebemos que o nome do Luciano jamais poderia ser um negócio. Enquanto durou, a USE HUCK empregou 52 brasileiros e possibilitou a doação de mais de R$ 500 mil para ONGs e instituições filantrópicas.

Quando a USE HUCK terminou, ficamos com 3 máquinas paradas e um grande estoque de camisetas básicas. Então Pedro surgiu com a limonada genial: podíamos montar lojas de camisetas integradas aos canais de conteúdo e cuidaríamos de tudo, da criação das estampas ao faturamento das peças.

A ideia foi então o embrião do FACA.VC – nossa linha de camisetas personalizadas pelo usuário – como também da Reserva.INK, que ajuda artistas de todo o mundo a transformar suas obras em produtos extraordinários.

Hoje as duas juntas faturam 10 vezes mais que a USE HUCK faturava.

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