Limonada

Em busca da diferenciação

Pedro Superti diz que marcas devem buscar o que é autêntico para se comunicarem

Por Rony Meisler
13 de abril de 2020 Atualizado em 14/04/2020 às 21:32

Pedro Superti trabalha com Marketing de Diferenciação. Já ouviu falar? Eu explico: ele ajuda marcas a se tornarem incomparáveis, únicas. O fundamento principal é se recusar a copiar o que os outros estão fazendo. Como ele mesmo diz, “é bonito de falar, mas muito difícil de se aplicar”. Para acontecer, é necessário ser autêntico. Superti afirma que, sendo autêntica, a marca terá diferenciação. Ele esteve comigo na quarentena de lives da Reserva, e aqui vão alguns trechos do que ouvi dele.

 

Negócios melhoram o homem

“Eu gosto de enxergar os negócios como a maior ferramenta de melhoria do ser humano que a gente tem. Porque quando eu entendo que para ter sucesso eu não posso mentir, eu não posso copiar – porque aquilo é a verdade de outra pessoas –, isso me obriga a encarar meus medos, trabalhar em mim mesmo e, consequentemente, ser melhor.

Quando você fala uma coisa que você não vive, na sua voz falta elemento de autoridade que só tem quem vive. Quando eu copio eu não tenho dentro de mim a verdade de quem inventou.

Branding é comunicar de forma não-verbal o que eu acredito em tudo que eu faço.

Quando eu copio o formato pronto lá na ponta, eu não tô levando comigo a minha verdade, o meu significado, a minha energia.

A gente sempre ouve que “o cliente tem sempre razão”, mas eu discordo. Acho que o cliente certo tem sempre razão, porque da mesma forma que eu não vou ouvir qualquer mulher pra me dar conselho sobre minha esposa, eu tenho que ouvir a minha esposa, porque ela é a pessoa que eu escolhi encantar pelo resto da vida.

Então eu tenho que ouvir o que ela gosta e o que não gosta, os medos, os anseios, porque se eu faço um negócio baseado em outra mulher, que não se conecta com ela, eu tô perdendo energia. Parece uma analogia boba, mas a gente faz isso o tempo inteiro ouvindo os clientes que não são certos, não têm os mesmos valores, não apoiam nossas campanhas.

Venda é o pulmão que trabalha e respira o ar da empresa, que é o dinheiro, que faz a empresa sobreviver. Venda é um processo de reconhecimento, não é convencimento.”

Como encarar o desafio atual

“Primeiro a pessoa tem que entender seu norte, ao mesmo tempo que tirar o foco do “vamos fechar o pedido” e mudar pro “tamo junto”. Esse é espírito agora. Quando for produzir um conteúdo, não é conteúdo sobre o produto, sobre serviço, é conteúdo sobre meu ponto de vista, sobre como nossa marca vê o mundo, quais dicas eu dou pra você enfrentar isso tudo com a pegada da empresa. Não é genialidade, é autenticidade. Nós ficamos tão vidrados com a autenticidade que ficamos inspirados.

Como eu transmito isso? O que eu tenho pra ajudar as pessoas que estão na ponta? Os problemas dos meus clientes são outros agora.

O “tamo junto” é “eu não tenho isso e nem aquilo, mas o que eu tenho eu te dou”. E então você traduz o que você faz pra se encaixar na realidade do seu cliente. Isso é lindo porque todo negócio se torna um anjo na vida das pessoas, você vai canalizar as ideias de como ajudar de uma forma que só o seu negócio conhece aquela pessoas. Isso é diferenciação.

O foco não é o produto, é gerar o conteúdo que vai ajudar a pessoa na ponta.

Empresa vende coisa, marca vende valor; não é um valor agregador, é o que você acredita.

Pensar também no que você acredita, sua diferenciação, e quais pessoas que são regidas também por esse valor – e como você pode contar essas histórias, e como essas pessoas com valores semelhantes estão enfrentando o coronavírus.”

 

Três fases da pandemia

“O corona é um tsunami que atingiu a gente, e isso tem diversas fases de impacto:

Fase 1 – de complexidade: eu não sei o que vou fazer, não acredito no que está acontecendo;

Fase 2 – de mobilização: olhar os escombros, entender o que aconteceu;

Fase 3 – de reconstrução: e aí pensar no modelo de negócio, possivelmente estruturá-lo. A inovação também vem de outras pessoas se você permitir que elas possam ajudar.”

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