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Rony Meisler: 'Quando o sonho é bom, a gente se dedica de alma, paixão e propósito, e faz dele um sonho grande'

Por Rony Meisler
24 de setembro de 2020

Vim aqui hoje pra contar um insight que nós tivemos alguns anos atrás e fez uma baita diferença na nossa vida.

Em 2016, nós fomos eleitos uma das empresas mais inovadoras do mundo por uma revista americana com foco em inovação e empreendedorismo chamada Fast Company.

A repórter me ligou pra dar a notícia. Primeiro eu fiquei felicíssimo, e depois eu perguntei pra ela: “Mas por que a gente tá ganhando o prêmio?”. E a resposta que ela me deu levou a uma inspiração profunda. Profunda mesmo, porque mudou totalmente nosso mindset ao longo da história.

Possivelmente você que está lendo esta coluna e todos seus amigos ou familiares pensam: como vocês poderiam inventar o próximo Facebook? As novas gerações saem da faculdade com esse mindset: “Eu preciso inventar uma tech company, uma startup, um unicórnio, um whatever”. Isso não vai levar a gente muito longe.

Sabe por quê? Porque dificilmente alguém que está lendo esta coluna vai inventar o próximo Facebook. Mas não tem nenhum problema você pensar que quer inventar o próximo Facebook. O problema é que ao tentar criar esse foguete atômico, novo, a gente esquece que existem as pequenas revoluções para serem feitas nas pequenas coisas do dia a dia.

E quando perguntei à repórter o que a gente tinha feito pra receber aquela premiação, esses foram os exemplos. A gente fez coisas pequenas, médias e grandes. Mas o exemplo das pequenas coisas do dia a dia, movidos pelo propósito de cuidar, emocionar e surpreender as pessoas todos os dias e pela missão de usar a moda e a tecnologia pra melhorar a autoestima das pessoas, as pequenas coisas para cada um dos stakeholders – coisas que fizemos pelos colaboradores, pelos consumidores, pelos fornecedores e pelas comunidades que estão ao redor da marca –, foram essas pequenas coisas, pequenas enormes revoluções, que alçaram a nossa companhia à repercussão pública positiva e à prosperidade que veio por conseguinte.

Ao longo das próximas colunas, vou contar cada uma dessas historiazinhas, que foram muitas,  mas acho importante escrever uma só pra falar sobre esse insight: sonho bom, normalmente, é melhor que sonho grande. Porque quando o sonho é bom, a gente se dedica de alma, paixão e propósito, e por consequência, e  não causa, a gente o transforma num sonho grande.