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16 fatos da história das cuecas

Peça íntima masculina existe há pelo menos 5.300 anos, e tem muitas curiosidades desde então

Por 2min
22 de abril de 2020 Atualizado em 28/04/2020 às 12:16

Em 2020, a cueca assumiu um status único: graças ao regime de home office, pessoas do mundo inteiro agora usam a peça de baixo para participar das mais importantes reuniões virtuais. Até chegar a esse ponto, porém, nem tudo foi moleza na história das cuecas. Você a conhece?

1 – No Paraíso, como se sabe, Adão estava nu. Em 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, andavam todos “sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas”, como relatou Pero Vaz de Caminha. Mas a história das cuecas já tem cerca de 5.300 anos, segundo apontam os arqueólogos. De acordo com eles, os homens pré-históricos criaram uma primeira versão em couro.

2 – Ao morrer, o faraó Tutancâmon (1.341 a.C – 1323 a.C.) ainda era um rapazote de calças curtas. Quando sua tumba foi descoberta, em 1922, soube-se também que ele adorava cuecas (ou assemelhados): foi enterrado com dezenas de tangas de seda e linho (e não de algodão egípcio, como era de se imaginar).

3 – Na Grécia Antiga, apenas os escravos utilizavam roupas íntimas; já os homens “livres” levavam isso ao pé da letra.

4 – Foi com o Império Romano que as roupas de baixo masculinas ganharam popularidade. As mulheres, além disso, usavam também um pano em torno dos seios, o strophium, ancestral dos sutiãs.

5 – No século XIII, surgiram na Europa as ceroulas, que também se popularizaram inclusive entre os nobres. E, pasme: o design das boxers existe pelo menos desde o século XV.

6 – Ainda hoje se usa o termo “cuecas”, no plural, embora no singular também esteja correto. O motivo é que, no século XIX, boa parte das roupas íntimas masculinas eram em duas peças.

7 – Com a Revolução Industrial e as máquinas de costura, houve também uma revolução da roupa íntima, que passou a ser produzidas em série e com tecidos como algodão e flanela, mais confortáveis.

8 – No século XX, enfim, veio o conforto realmente, com o uso de tecidos elásticos. A história das cuecas nunca mais seria a mesma.

9 – Até a Segunda Guerra, porém, japoneses só usavam fendoshi, aquela cueca que até hoje é utilizada por lutadores de sumô.

10 – O primeiro anúncio de cuecas foi feito em 1914, nos Estados Unidos. Pinturas do artista J.C. Leyendecker ilustraram páginas do jornal Saturday Evening Post, de Indianápolis. Nelas, os personagens apareciam com suas cuecas.

11 – Por falar nisso, anúncios de cuecas até hoje causam estardalhaço. Em 1985, aconteceu com o então goleiro Emerson Leão, garoto-propaganda que foi parar em 110 outdoors na cidade de São Paulo; e até com David Beckham, que há 20 anos posa para fotos assim – mas há dois anos um “amigo” disse que o britânico usa meias para encher a peça na hora dos cliques.

12 – Cuecas e política. Em 1994, o então presidente americano, Bill Clinton, foi entrevistado pela MTV local. Uma das perguntas era: “Boxer ou slip?”. Clintou sorriu mas não se esquivou: “Normalmente, slip”, disse.

13 – Em 2009, as cuecas voltaram às manchetes no Brasil, quando um empresário brasiliense usou as suas para guardar uma propina. A cena foi ao ar em rede nacional.

14 – Mas de onde, afinal, vem esse nome? De acordo com o livro “A Casa da Mãe Joana – Curiosidades nas origens de palavras, nomes e marcas”, de Reinaldo Pimental, trata-se de uma conjunção de “cu” (ele mesmo, de origem no latim “culus”) com “eco” (que em grego significa “domicílio, habitat”).  “Assim, cueca é o domicílio, a casa…de quê? Acertou, isso mesmo. Sim, outras coisas também lá habitam, mas cueca veio mesmo de cu + -eca”, diz o livro.

 15 – A propósito: quando for a Portugal, não diga que usa “cueca”, ou acharão que você veste calcinhas. Para se referir a cuecas, fale “boxer”.

16 – Por falar nisso, “samba-canção” é o nome dado a um estilo de cuecas mais largas. O modelo saiu de moda ao mesmo tempo que o estilo musical “samba-canção”, por volta de 1950. Elas, por causa do advento da calça jeans, que pedia uma cueca mais ajustada; e o gênero musical, por causa do surgimento da Bossa Nova, que deixou todo o resto com cara de antigo.

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