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5 lições de gestão da NBA

Reserva + lança nova colabe com liga americana de basquete, que este ano deu um show também fora das quadras

Por 2min
23 de outubro de 2020

Hoje a Reserva + lança sua segunda colabe com a NBA. As peças estão iradas, como você pode ver nas fotos e aqui no site. O resultado é uma coleção-cápsula que tem como inspiração o universo college e mistura street e sportwear. As peças em moletom e algodão têm uma pegada bem iconográfica, com o N de NBA em destaque no patch atoalhado.

Mas a nossa admiração pela liga americana de basquete profissional vai muito além do jogo e da estética.

 

O mundo inteiro assistiu com reverência a apoteose de LeBron James, que comandou o Los Angeles Lakers em mais uma conquista da NBA. O jogador levou seu quarto troféu, e entrou para o pódio dos atletas com mais pontos convertidos na história do basquete americano. E, por mais que o King James mereça toda festa, suas façanhas em quadra só foram possíveis porque os cartolas deram seu show antes dele: um show de gestão. Ao transportar o circo do basquete profissional americano para o complexo da Disney, em Orlando, criando uma bolha à prova de Covid-19, mostraram que é possível ir além. Listamos aqui 5 lições de gestão da NBA neste 2020 conturbado. Confira:

1 – É possível prevenir riscos à saúde e perdas técnicas minimizando as perdas financeiras.

Cenas como as dos times brasileiros e sul-americanos desfigurados devido a surtos de Covid – e segue o jogo! – jamais foram vistas na NBA. Logo que o primeiro caso surgiu, em março, as partidas foram interrompidas. E só voltaram quando um protocolo absolutamente impecável foi traçado, com todas as peças envolvidas em sintonia: times, atletas, a própria liga e seus patrocinadores.

2 – Proteger sua gente não é gasto, é investimento no negócio.

E que protocolo foi esse? A NBA não poupou para preservar sua galinha dos ovos de ouro – a própria competição. Foram investidos US$ 170 milhões (quase R$ 1 bilhão) na criação da Bolha da NBA. Parece muito? Não para uma organização que faturou US$ 8 bilhões em 2019. O valor gasto não chega a 3% desse total. Durante três meses, 22 times ficaram confinados com regras rígidas – do uso de máscara nas instalações a testagens constantes, e punição para quem desrespeitasse o protocolo (e quem desrespeitou foi, de fato, punido). Resultado: zero caso de coronavírus registrado ao longo de quase três meses.

3 – Trate seus funcionários como sócios, e todos ganharão mais.

Como assim? Ora, há décadas a NBA notabilizou-se por ser uma fábrica de celebridades; mas, em vez de criar monstros, esses personagens trazem cada vez mais audiência (e lucro) à própria NBA e seus times. Os grandes astros são também produtos, e quanto mais se valorizam, mais lucro tem a liga. Para se ter uma ideia do crescimento, as receitas em 2009 eram de US$ 3,7 bilhões; em 2019, mais do que dobraram, chegado a US$ 8,1 bilhões.

4 – Atletas são cidadãos e têm direito a voz própria.

Em maio, o assassinato de George Floyd pela polícia desencadeou uma série de protestos por todos os Estados Unidos. Na ocasião, a NBA estava parada. Na volta, os jogadores quiseram manifestar seu apoio ao movimento Black Lives Matter. Por mais que existam contratos comerciais envolvidos, atletas têm direito a exercer sua cidadania. E foi o que aconteceu. As palavras “Equidade” e “Liberdade” também foram usadas por alguns jogadores nas camisetas, em substituição a seus próprios nomes. A própria organização da NBA aderiu. No Brasil, manifestações políticas de atletas costumam ser cerceadas. As críticas a esse cerceamento costumam ser mais retumbantes que as próprias manifestações. Não é apenas um erro de posicionamento, é um erro de gestão de crise.

5 – A televisão é sua aliada, e não inimiga.

A transmissão dos jogos fez com que o basquete americano ganhasse popularidade mundial (gerando ainda mais receita através de licenciamento de produtos, na casa de US$ 1 bilhão por ano), mas também é responsável por US$ 24 bilhões para as equipes ao longo de dez anos (números do contrato fechado em 2016). O dinheiro é repartido igualmente entre todas as equipes, o que mantém o equilíbrio também dentro de quadra – e, consequentemente, ainda mais interesse na competição. No Brasil, a distribuição é desigual e, este ano, tivemos uma grande batalha pelos direitos de transmissão, em que ninguém saiu ganhando.

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