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6 razões do sucesso do Clubhouse

Entenda por que o app baseado em áudios superou o TikTok em buscas e é o fenômeno da vez entre redes sociais

Por 2min
8 de fevereiro de 2021

Se você não passou a última semana em Marte, a esta altura já deve ter sido impactado de alguma forma pelo Clubhouse. Certamente algum amigo já postou um print mostrando alguma sala do aplicativo, normalmente com um comentário elogioso. A rede social baseada em conversas de áudio é o novo fenômeno entre as redes sociais. Mas, por incrível que pareça, ele não é exatamente uma novidade – já existe desde março de 2020 – e tem algumas características que já vimos por aí – ou seja, não é totalmente inovador. Mas, de uma hora para outra, ultrapassou até mesmo o TikTok em buscas, nos últimos dias. Por que, afinal, o Clubhouse virou febre da noite para o dia? Listamos algumas razões:

1 – Para começar, o fato de não estar ainda liberado – novos entrantes precisam de convites, que são raros (apenas 2 por usuário) – gera um imenso desejo. Aquela velha história da escassez. Isso já ajuda a fazer a propaganda. O Orkut, o Instagram e o próprio Facebook também nasceram assim (e, assim como o Insta no início, é exclusivo para usuários de iPhone). Portanto, segue praticamente uma fórmula de lançamento de redes sociais.

2 – Assim como outras redes sociais, dá voz aos usuários. Neste caso, literalmente, porque se trata de um app baseado em áudios, em salas de bate-papo (soa meio retrô, mas é verdade).

3 – A entrega do Clubhouse é o aprendizado que se tem com o speaker que você escolhe ouvir. De fato, é fácil, dinâmico, às vezes surpreendente (você pode ter uma masterclass com grandes nomes do mercado sem pagar nada por isso).

4 – Bom exemplo (e talvez uma das explicações para o boom repentino do Clubhouse) é a presença de Elon Musk, o bilionário dono da Tesla. Ele deu pinta por lá recentemente, e falou, entre outras coisas, sobre seu interesse por criptomoedas (que viu a cotação subir imensamente depois disso), e a sala em que falou chegou rapidamente ao limite de 5 mil ouvintes (olhaí a escassez novamente).

5 – A falta de foto e vídeo faz com que o desempenho na rede seja baseado no que cada um tem realmente para entregar de conteúdo – como citou o escritor e influenciador Joel Jota num post no Instagram (vale a pena ler todos os 10 motivos que ele elencou).

6 – Se você trabalha com comunicação, comportamento de consumo e/ou áreas afins, é importante conhecer mais esta ferramenta. Por mais que siga padrões, ela tem, sim, inovações, e precisa ser avaliada. Tanta gente falando tão bem – os casos de reviews não entusiasmados são raros até aqui – não é mero acaso.