Masculinidades

Masculinidades, no plural

Papo de Homem alerta: é importante escutar atentamente homens com vivências diferentes das suas

Por 2min
1 de setembro de 2020

No Dia do Homem, o Papo de Homem trouxe uma série de reflexões sobre masculinidades. Em sua ‘invasão’ no Instagram da Reserva, o grupo – responsável pelo filme “O Silêncio dos Homens“, entre outras ações de impacto – propôs uma série de desafios. Vamos reproduzir aqui todos eles, que têm como objetivo ajudar na construção de um futuro de mais equilíbrio para todos e todas.

Começamos com o desafio de cuidar da gestão e das tarefas domésticas por 7 dias; em seguida, a proposta foi parar de fazer e rir de piadas homofóbicas ou machistas por (pelo menos) 30 dias; depois, perguntamos: você faz terapia?; por último, trouxemos a reflexão sobre a necessidade de mais mulheres terem acesso ao poder.

Hoje o papo é sobre pensar em masculinidades, no plural.

Ser um homem branco, negro ou homossexual; do interior ou da capital; rico ou pobre…  definitivamente não é a mesma coisa. Por isso falamos em masculinidades, no plural. Cada um de nós tem uma vivência própria. Não dá pra impor um padrão do que é “ser homem de verdade” e querer enfiar todos nós na mesma caixinha.

Os seus sonhos, crenças profundas e medos podem ser completamente distintos do que habita em outros homens.

Dado: 

– A expectativa de vida dos negros, por exemplo, é 6 anos menor do que a dos brancos, segundo o Relatório Anual das Desigualdades Sociais, do Núcleo de Estudos de População, da Unicamp. Em alguns casos, pode chegar a 22 anos.

Por isso não basta apenas evitarmos ações racistas ou homofóbicas. O caminho passa por sermos ativamente anti-racistas e anti-homofóbicos. Tornar a sociedade e nossa cultura mais justa e equitativa é um trabalho de todas e todos.

Desafio para a mudança: 

– Converse com pelo menos 3 homens com vivência completamente diferente da sua sobre como é a vida deles. Escute atentamente.

Semana que vem voltamos com mais um desafio.