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DDA, não: multitask

Conheça Erick Krominski, ator, apresentador, empreendedor e produtor de conteúdo

Por 2min
18 de março de 2020 Atualizado em 20/03/2020 às 22:33

Ator, apresentador, empreendedor, produtor de conteúdo – escolha como você pretende definir Erick Krominski, porque ele mesmo não consegue.

– Eu não sei muito bem dizer o que eu faço da vida, eu sou uma pessoa que faz um monte de coisas. Durante muito tempo achava que era falta de foco, hoje em dia eu sei que é falta de foco – diz, fazendo graça.

Quando criança, o ruivo de sorriso fácil tinha o que na época ainda não se chamava “distúrbio de déficit de atenção”, justamente essa dificuldade de focar. Para o bem ou para o mal. Por causa disso, só durou na escola até a 7ª série. Daí pra frente, tudo o que aprendeu foi sozinho, acertando e errando.

Paranaense criado em Campo Grande (MS), Erick mudou-se para São Paulo há 13 anos imaginando uma carreira de ator. Chegou a fazer cerca de 20 peças, nas ruas e nos palcos, até perceber que era ansioso demais para o teatro.

 

 

– A logística não faz sentido pra mim, ensaiar 6 meses. No instagram um post tem 2 milhões de visualizações em 2 dias – compara.

Mas o o physique o levou a participar de muitos comerciais, e ao entrar nessa indústria descobriu o primeiro filão onde gostaria de empreender, a publicidade. Criou uma agência que chegou a ter 20 funcionários, mas ao perder o principal cliente, quebrou.

– Tem um tabu sobre a falência no Brasil, as pessoas não falam sobre isso. Mas não gosto de ver como um fracasso. Dizem que é o MBA mais caro que você pode fazer, mas hoje olhando pra trás eu não me arrependo de nada. Hoje, obviamente faria tudo diferente, eu não sou mais aquele cara. Foi caro aprender, mas aprendi.

Em seguida, embarcou em outro negócio, desta vez com o aval de uma aceleradora. O Muito Interessante é uma plataforma que transforma informação em diversão, mas depois de quase dez anos, o criador já não se envolve – está nas mãos de uma equipe.

Tem um tabu sobre a falência no Brasil, as pessoas não falam sobre isso. Mas não gosto de ver como um fracasso

 

Em 2015, passou a integrar a turma do CQC. Até hoje se apavora com o figurino que o fazia suar sem parar, às vezes por horas em plantões em Brasília.

Atualmente, apresenta o programa Shark Tank Brasil, no Sony Channel, que tem o empreendedorismo como mote.

– Eu sei realmente o que cada um deles ali passa, seja pra apresentar pra plateia, seja pro empreendedor, seja explicar o negócio. Parece simples mas quando você tem um negócio, quando tá trabalhando pra uma coisa sua, aquilo ali é um filho, às vezes a pessoa que tá assistindo não entende isso, e aí ela fala alguma coisinha e você fica ofendido. Parece que é só um programa de negócios, mas é de pessoas também. Os tubarões não investem num negócio, eles investem no empreendedor. Se eu for investir numa empresa eu vou investir na galera que faz aquela empresa, porque aquela empresa pode dar errado, mas se os caras forem bons, se as minas forem boas, eles vão conseguir pivotar o negócio pra ficar bom. Mas um negócio bom na mão de pessoas que eu não confio vai ser sempre ruim – explica, confortável no papel de repórter, apresentador e condutor do podcast do programa.

Por falar em conforto, é isso o que a moda precisa representar para Erick.

– Uma coisa que eu gosto muito da última década da moda é a pluralidade dela, hoje não existe o “pode” ou “não pode”. Um grande privilégio que eu consegui hoje é poder me vestir como eu quero, imagina nesse calor do Rio? Não ter dress code é um luxo, poder botar camisa de linho, bermuda onde eu quiser – diz, lembrando de seus anos de ator de publicidade: “hoje em dia eu só faço campanha se for um produto de verdade, só falo sobre uma marca que eu amo”. A Reserva agradece.