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DJ entrevista DJ

João Brasil conversa com Rodrigo Ribeiro sobre a profissão que tem hoje seu dia mundial

Por 2min
9 de março de 2020 Atualizado em 10/03/2020 às 14:32

Neste Dia Mundial do DJ, convidamos dois dos nossos preferidos para uma entrevista, de DJ para DJ. João Brasil foi o primeiro a assinar um tênis da Reserva (“nunca imaginei ter um tênis assinado com meu nome. Me senti o Pharrell Williams. Realmente acompanhei o processo do desenvolvimento e queria que fosse um tênis que eu amasse usar. Não tiro o meu do pé”, diz); e Rodrigo Ribeiro é um dos que fazem parte da série limitada que a Reserva Go acaba de lançar. Aqui você confere todos os lançamentos DJ series. 

 

Como e quando você virou DJ?

Há uns quatro anos, criei a AdoroFrozen, uma festa que começou como uma marca de bebida. A partir daí eu fui conhecendo os produtores, DJs etc, e sempre me interessei muito por música. Desde a festinha dos amigos, era sempre o cara da música, e aí comprei uma controladora e comecei a praticar. Toquei na Baila Comigo, numa Errejota e resolvi que gostava mesmo disso e resolvi me profissionalizar. Resolvi fazer um curso e achei um na Califórnia, na DJ Academy. Fui pra lá, passei 3 meses e meio nesse curso, voltei pro Rio teoricamente apto para tocar em festas maiores. O Cadinho me chamou pra entrar na agência dele, a BlackHaus, e fui crescendo até chegar onde cheguei hoje.

Qual seu estilo favorito para tocar na pista? E para ouvir em casa? 

Como eu estudei em LA, vim com uma bagagem de hip hop e black music muito grande de lá. Quando voltei pro Rio, meu carro chefe pra tocar era hip hop, só que de um, dois anos e meio eu percebi que a cena do hip hop não tava mais em alta na pista, então eu fui pro lado do house. Ainda toco hip hop quando me pedem, mas house é o que me dá mais retorno e é mais prazeroso. Em casa eu procuro não ouvir música que eu toco, gosto muito de MPB, antigas e novas, músicas mais calmas, música clássica para acalmar, procuro ouvir o que eu não toco.

 

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João Brasil foi o primeiro DJ a lançar tênis pela Reserva

 

 

Qual equipamento você usa para tocar? 

Existem dois tipos de setups que eu uso,  meu preferido são dois toca-discos com mixer, da Pioneer, inclusive esse mixer a gente não encontra nas festas, eu levo meu próprio. O que  a gente encontra nas festas são dois CDJs  de 2000 nexus e um mixer DJM900, mas se eu pudesse usava sempre tocas discos com mixer ou DJM900 ou S9, ambos da Pioneer.

O que você faz quando te pedem uma música para tocar?

Eu acho que não existe um DJ que goste quando pedem música pra ele, mas eu costumo ser camarada quando me pedem música, quando dá pra encaixar no set, quando é uma música que eu tenho, eu toco. Mas geralmente é uma coisa muito fora do que tô tocando, aí não toco, porque quando vamos tocar vamos com um set já preparado, e as pessoas não entendem isso, pedem música muito fora do que tô tocando. Eu tento agradar mas também não me sinto mal quando não tô agradando.

 

Eu acho que não existe um DJ que goste quando pedem música, mas eu costumo ser camarada quando me pedem

Onde e quando você acha que foi o seu melhor set? 

No final do ano passado, no Rock the Mountain eu tive a honra de ser convidado pela Mapei. Não acho que foi meu melhor set, mas acho que foi um dos momentos que como DJ foi dos mais prazerosos que eu identifiquei, tocamos pra 15 mil pessoas e foi um ponto alto da minha carreira. Na virada desse ano eu comecei a tocar num set às 4 da manhã, e foi até 8h30, em Boipeba, na Bahia. Foi bem legal por conta da vibe do réveillon, das músicas que pude tocar, e gosto muito de tocar amanhecendo. Mas o último set que eu tive mais retornos positivos foi o set do Adoro Frozen no carnaval, debaixo de chuva, mas foi “O” set, muito bem encaixado, energia muito boa, esses três foram os mais especiais.

Onde você se vê daqui a 10 anos? Onde vc sonha chegar como um DJ?

Eu vou ser muito sincero: não sei se me vejo como DJ. É uma profissão um pouco árdua, por trabalhar à noite, em horários diferentes da sociedade. Acho que vou estar tocando daqui a dez anos mais como hobby. Nesse ano de 2020 eu produzi algumas músicas de house, edm e eu sonho que essas músicas venham a fazer sucesso e eu seja reconhecido no meio dessa cena. Acabamos de produzir uma música com o Silva, a Som Lvre gostou muito e vai ser lançada no Spotify com selo da Som Livre, isso já é uma conquista e tanto. Então meu sonho é que eu venha a produzir boas músicas e seja contratado por todo o Brasil, e fazer sucesso com essas novas músicas e com minha presença de palco.

Qual a sensação de assinar um tênis com a Reserva?

Prazer enorme! Ser um dos DJs da série é sinal de que o trabalho  que venho fazendo com tanta dedicação e carinho está sendo reconhecido. É sem dúvida um dos pontos altos da minha carreira.