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‘É o que temos? Vamos encarar’

Mayara enfrentou a Covid - sua e da família - com os pés no chão, e sofreu pela distância da praia na quarentena

Por 2min
7 de dezembro de 2020

Para Mayara Siqueira Ramos, assintomática, vencer o Covid-19 não foi difícil. Dureza mesmo foi superar a quarentena longe da praia – ela ama o Leme e a Prainha, dois extremos geográficos – e dos amigos reunidos na Mureta da Urca.

E, claro, o temor de que sua doença tivesse maiores consequências ao infectar seu pai, sua mãe e sua avó.

– O quadro mais difícil foi o do meu pai, mas ficamos preocupados com minha avó, por ser mais velha. Mas ela só teve uma dor abdominal, que não desconfiaríamos que era Covid sem o teste – diz.

Não significa que a doença foi algo pouco valorizada. Ao contrário: Mayara agradece a seus amigos, pela força recebida.

– Foram muito importantes para manter a cabeça no lugar. Quando você recebe a notícia, parece que todo mundo vai morrer, bate um desespero, minhas três bases doentes – lembra.

Workaholic, a vendedora da Reserva no Norte Shopping ficou o período sem trabalhar, o que também foi difícil. Some-se a isso o período – longo – sem aulas de Produção Cultural na UFF. As aulas remotas só voltaram em setembro. Nada disso a desanimou, nem tirou o sorriso de seu rosto – que ela compartilha nesta campanha de Natal.

– Sou uma pessoa pé no chão, realista. É isso o que temos? Vamos encarar – diz.

Neste Natal, além de celebrar a vida, a Reserva traz uma mensagem positiva, de esperança, através de 16 personagens que superaram o coronavírus. Gente como Mayara.