Ser

Mar adentro, mundo afora

O fotógrafo Cesinha Feliciano, apaixonado pelo oceano, é também modelo da nossa linha Náutico

Por 2min
30 de setembro de 2020 Atualizado em 06/10/2020 às 10:03

Fotógrafo e aventureiro, Cesinha Feliciano largou a vida de escritório para fazer do mundo – especialmente dentro d’água – seu ambiente de trabalho. Mar adentro, mundo afora, é ele quem apresenta nossa linha Náutico, da coleção de verão 21.

 

 

Cesinha Feliciano é arquiteto, com 15 anos de relevantes serviços prestados. No currículo, uma pós-graduação em Conforto Ambiental e Edificações Sustentáveis e um MBA em Gerenciamento de Projetos. Uma expertise que o colocou a serviço, por exemplo, da obra do Museu do Amanhã, projeto do espanhol Santiago Calatrava e um dos mais icônicos prédios construídos no Brasil nos últimos anos. E é ele quem estrela a linha Náutico, da nossa coleção de verão 21 (e também o novo episódio do nosso podcast). Não por causa disso, claro:

– Acho que fui escolhido pela Reserva pelo amor que eu tenho pelo oceano. Pelo amor que tenho em desbravar o desconhecido, por empreender, por fazer diferente com a minha câmera – diz Cesinha. Há quatro anos, ele largou o escritório, a prancheta, o Autocad e o cabelo bem penteado para mergulhar – literalmente – em sua paixão. – Resolvi viajar o mundo pra mostrar pra todos um pouco do meu olhar e meu amor pelo mar e pela fotografia, com minha máquina de sonhos, que é como eu chamo carinhosamente minha câmera.

Falando assim, parece que tudo foi muito fácil. Mas Cesinha lembra que “cada escolha é uma renúncia”. Empreender não é moleza e sua opção profissional não significa que sua vida se transformou em férias eternas, por mais que seu Instagram diga o contrário.

– Não faço arte pela arte, e sim com planejamento e organização. Minha condição financeira foi reduzida de uma hora pra outra. Você vai se adaptando à nova realidade, e pra isso é preciso planejamento. Não adianta dizer: “Vou largar tudo e ser artista”. O dinheiro vai acabar, a conta do meu cartão chega todo dia 15 e é pesada. Tem investimento com viagem, com equipamento, com várias outras coisas também. Você tem menos contato com seus pais e seus amigos – embora faça outros pelo mundo, e isso é muito bacana – mas tem um preço. Você tem que amar muito e estar preparado – avalia Cesinha.

Sua relação com o mar também não foi algo construído do dia pra noite. Vem da infância, dos passeios de lancha que fazia com o avô, comodoro de um clube náutico, e na relação com o pai, que sempre o incentivou a esse contato íntimo com a natureza.

– Quando criança, meus presentes eram sempre máscara de mergulho, roupa de mergulho, pé de pato, prancha de surfe. É uma relação antiga – lembra.

Hoje Cesinha só surfa quando o mar está ruim. Porque, quando está bom, é hora de trabalhar.

– Se o mar está sem vento e em condições perfeitas, levo minha câmera pra dentro d’água, e é disso que eu mais gosto – diz, revelando seu lado na escolha.

Viajo o mundo pra mostrar um pouco do meu amor pelo mar e pela fotografia

Esta semana, Cesinha mergulhou a 30 centímetros de um peixe boi, em Milagres (AL); já esteve rodeado por 20 golfinhos num pico secreto (que ele faz questão de manter assim) no Havaí; filmou cavalos atravessando um rio no Pantanal, entre piranhas, jacarés e sucuris; e é habitué dos campeonatos de onda gigante de Nazaré, em Portugal. Ou seja, também não basta amar e se planejar, é preciso preparo físico e mental para suportar tanta adrenalina.

– Tem que ouvir o coração mas a cabeça também – aconselha. – Não é só glamour e diversão. Tenho dificuldade até hoje de falar pra minha mãe que não é só férias – ri o fotógrafo aventureiro, que lista abaixo, a nosso pedido, suas indicações:

2 filmes sobre fotografia/aventura

Tales by light”. Série incrível, fala de fotógrafos pelo mundo inteiro. Tem especialistas em animais, pessoas, mergulho… Me abriu a cabeça de um jeito diferente.

Endless summer 2”. Meu pai sempre me colocava pra ver, marcou minha infância e adolescência. Vi recentemente também.

2 fotógrafos

“Vou indicar três”, diz Cesinha.

Tinoco. “Meu amigo. Estava para ir com ele para a Islândia para fazer um filme, mas a pandemia não deixou.” [Foi ele o responsável pelas imagens deste post, a bordo de um veleiro]

Ricardo Braz. “É meu amigo também. Tem carimbo de 63 países no passaporte, ele é demais.”

Gabriel Novis. Transporta a gente pro fantástico mundo dele. O cara que é minha referência, admiro muito. Referência em moda, publicidade, surfe.

E a gente indica – mais uma vez – o Cesinha. Grande cara.