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O faz-tudo (bem) da Reserva

Pedro Miceli é designer, fotógrafo, diretor de arte e, nas horas vagas, maratonista

Por 2min
17 de abril de 2020

Pedro Miceli Parreira, de 26 anos, acorda diariamente às 5h para se exercitar. E que exercício! Vai de Copacabana, onde mora, até o Leblon, durante a semana (12 Km entre ida e volta), e São Conrado, nos dias livres – 23 quilômetros. Em tempos de isolamento, passou a subir e descer 12 vezes os 11 andares de seu prédio.

Um mês antes de entrar para a Reserva, em 2015, completou sua primeira meia-maratona; no momento, treina para correr a maratona de 42 Km. Normalmente, os treinos são ao lado de Yasmin, sua namorada há 12 anos (!).

Isso tudo nas horas de lazer. Porque profissionalmente Pedro está mais para triatleta: tem vários talentos. Formou-se em Publicidade pela ESPM, mas atua também como designer, fotógrafo e diretor de arte. Nada mal para quem entrou na faculdade “sem ter a mínima ideia do que fazer”. Na RSV+, marca de colabes do grupo Reserva, ele bate o córner e cabeceia: cria a coleção, desenha estampas, pensa a campanha e os desdobramentos da comunicação.

– Tenho um pouco de habilidade em tudo o que permeia o que eu faço, o que eu preciso. Pra fazer uma coleção, tenho que criar um produto, desenvolver uma estampa e fazer a foto pra vender – diz.

 

Vi que a fotografia era muito importante, que ia me auxiliar a vender meus projetos. Foi quando resolvi investir na minha primeira câmera

O interesse pela fotografia nasceu em 2014, quando comprou seu primeiro iPhone. Quando começou a trabalhar com design, percebeu que os portifólios que mais chamavam sua atenção eram os que tinham as melhores fotos. Tudo muito simples, mas com apresentação impecável.

– Eu vi que a fotografia do projeto era muito importante, que ia me auxiliar a vender meus projetos e a resolver coisas, e que eu não precisaria do design gráfico. Foi quando resolvi investir na minha primeira câmera – lembra.

Como alguém que trabalha com imagem, Pedro coleciona referências, sobretudo no Instagram. Mas é seu Pinterest mental que fica lotado de informações a cada nova viagem. Com Yasmin, foi a Nova York e abriu mão de alguns pontos turísticos para conhecer… lojas.
Especialmente as da Nike (uma colabe que Pedro adoraria tocar, aliás). Na Indonésia, em outra trip, entre um e outro dia de praia, foram a todas as lojas da australiana Deus ExMachina, especializada em surfe e motociclismo. E aproveitou a recente ida a Amsterdam, para uma prova de meia-maratona, para esticar até Antuérpia, que já havia mapeado como cidade irradiadora de tendências.

– Sou 80% pesquisa, até colocar a mão na massa demoro muito. Depois vai rápido. Mas são dois dias de criação para duas semanas pesquisando – diz.
E Yasmin não reclama de tanta referência? Claro. Muito. Mas em janeiro o casal ganhou uma recompensa: passaram a dividir um cafofo próprio, e estão felizes nessa quarentena.
– Ela é muito sinistra, a pessoa que eu mais admiro. Acho surreal tudo que ela faz – derrete-se.