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O destino dele é ser star

Paulo Avelino sente-se em casa nas ondas de São Conrado ou sobre um palco

Por 2min
20 de março de 2020 Atualizado em 30/06/2020 às 16:33

 

É em São Conrado – mais precisamente dentro de suas ondas tubulares – que Paulo Avelino se sente em casa. Ele usa o surfe como exercício de meditação. Vem daí sua banda, a Orla Sound, que criou com outros quatro amigos.

– Escolhemos o nome “Orla” para exaltar nossa cultura, e nas letras das músicas falo muito sobre autoconhecimento – explica. – São Conrado é o meu retiro.

A banda é “100% independente” e Paulo lembra que ainda é um projeto embrionário, embora de muita aposta pessoal. Depois de um ano de trabalho, estão gravando novas faixas, e já abriram um show para o 3030, no Clube dos Macacos – até aqui, o grande momento sobre os palcos.

Às vezes invento algumas coisas que queira usar na hora, mas ao mesmo tempo simples e confortável, se não pra mim não funciona

– Ainda estamos achando uma sonoridade, porque achamos uma equação de todas as nossas influências, e vai desde do rock mais psicodélico até um pouco mais de rap, e um pouco MPB, com letras românticas – resume, citando as influências de Sublime, Queens of Stone Age, Tupac, Jay-Z e Sticky Finger. Um liquidificador tão potente quanto um caldo de onda grande – algo que Paulo conhece muito bem.

– A maior onda da minha vida foi por volta de uns 20 pés, em Haleiwa (Havaí), e é uma onda bem funda, então um caldo pode ser bem chato ali. Nesse dia quase foi a última vez que eu surfo, quase morri – lembra. Mas não a ponto de fazê-lo ter vontade de parar, ao contrário. – Na verdade me fez querer pegar uma prancha maior e voltar, e foi isso que eu fiz.

Além do Havaí, já surfou também em picos como Puerto Escondido, no México, nas Maldivas e na Califórnia. Lá, aliás, foi local, durante o período em que estudou na Universidade de San Diego, onde fez os cursos de Business e Communication and Influence.

– Bem em frente à universidade tem uma praia, e tem muita onda lá, consegui juntar o útil ao agradável – diz. De volta ao Rio, está concluindo o Ibmec, por onde vai se formar em Marketing. Na área, já atuou na Rio 2016 e numa produtora californiana de eventos ligados ao esporte. Já deu pra perceber que essa é a praia de Paulo, né? Pois ele também é faixa preta em judô, outra forma de meditação.

E quando não está na água, num quimono ou no palco, qual o estilo de Paulo? “Gosto de um estilo bem despojado, livre e autêntico, às vezes invento algumas coisas que queira usar na hora, mas ao mesmo tempo simples e confortável, se não pra mim não funciona”.