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Pra celebrar o verão 21

Reserva convida o especialista em vinhos Rodrigo Dreux para lançar a estampa Vinha, da nova coleção

Por 2min
13 de outubro de 2020

Nossa safra verão 21 harmoniza com quem gosta de vinhos e de conforto. A estampa vinha aparece num hoodie de moletom, bermuda e camisa – é pra todas as situações. Convidamos Rodrigo Dreux, especialista em vinhos, para apresentá-la. Aproveitamos para pedir umas dicas. Confira:

Rodrigo Dreux gostava de frequentar boates com a mulher, Thereza, e os dois bebiam cerveja e drinks como vodca com energético, sem muita preocupação com a qualidade do que ingeriam – era mais pela farra.

Em 2008, ele começou a se interessar por cerveja artesanal – os processos é que lhe interessavam – bem antes de isso ser modinha. Naturalmente, acabou migrando para o vinho por culpa da esposa.

– Ela é a culpada pela minha entrada no mundo dos vinhos, eu não sabia nem o que era degustar – diverte-se. – Nos meios de comunicação, vinho era uma coisa muito complexa, e tudo o que eu quero atualmente é tornar isso mais simples. Porque é uma coisa simples – diz.

E assim ele virou colunista de enogastronomia do Fashionismo, site editado por Thereza. Rodrigo foi convidado pela Reserva para apresentar a estampa Vinha, criada para celebrar a bebida neste verão 21 e disponível em hoodie, camisa e bermuda. Para ele, vinho não é mais apenas um alimento, mas um estilo de vida.

– Vinho tem tudo a ver com história, e eu sempre gostei de história – explica ele, que atualmente presta consultoria para restaurantes, importadoras e lojas especializadas. – Tenho grandes amigos sommeliers, garçons, donos de restaurantes e lojas. Comecei a aprender escutando.

Apesar de indicar – sempre – “a escola da vida”, Rodrigo lembra que atualmente há bons cursos à disposição dos curiosos, como o da ABS (Associação Brasileira de Sommeliers) e o da WSet.

 

 

– Mas o que eu recomendo mesmo é juntar amigos. Vinho é companhia, é amizade. Junta os amigos, faz teste cego. Pede pra cada um levar um vinho sem mostrar o rótulo, pra cada um tentar adivinhar. Além de unir as pessoas – quando puder aglomerar, é claro –, eu acho que é superinteressante porque traz conhecimento de forma bem lúdica – diz.

E, claro, para Rodrigo vinho significa também viagens inesquecíveis. Como as que fez para a Toscana e a Califórnia, explorando vinícolas e restaurantes estrelados pelo guia Michelin. Mas que fique claro: o Brasil já não é mais o patinho feio quando o assunto é enologia.

– Até quatro anos atrás eu tinha um certo pé atrás com vinho brasileiro, assim como muita gente. As pessoas preferiam pagar até mais caro num argentino ou num chileno qualquer do que dar uma chance pro rótulo nacional. Graças a Deus, mudei completamente a minha visão. E não apenas eu. Como a indústria vinícola nacional mudou completamente seu posicionamento e sua qualidade, os vinhos brasileiros hoje são espetaculares. Os espumantes sempre foram bons, premiados mundo afora, mas os tintos agora também são muito bons – elogia o especialista. A uva que melhor performa no terroir nacional, explica Rodrigo, é a Merlot. – Hoje o problema do vinho brasileiro é o preconceito – garante.

A favor das safras nacionais, além da qualidade, pesa o custo-benefício, especialmente neste momento em que euro e dólar estão nas alturas. Mas, e se todos os rótulos custassem o mesmo preço, qual seria a escolha de Rodrigo?

– O Chateu Petrus 1982, um vinho icônico, carésimo, deve estar uns R$ 100 mil – conta. Entre os que já foram desarrolhados por ele, Rodrigo não esquece o Brunello di Montalcino Biondi Santi, safra 95. – Vinho é experiência, é prazer, é momento. E eu estava com minha esposa Toscana, nosso lugar preferido, o clima estava maravilhoso, foi incrível.

Ainda em celebração ao verão 21, a Reserva associou-se à Wine, maior clube de assinatura de vinhos do mundo, para uma promoção. Na compra de uma peça com a estampa Vinha, você ganha R$ 50 de crédito + 3 meses grátis na assinatura do plano anual. 

Para quem quer começar agora a descobrir o universo dos vinhos, pedimos a Rodrigo Dreux algumas dicas. São elas:

Aplicativos:

“Vinho é comunidade. E os aplicativos vieram pra deixar o vinho ainda mais democrático. O primeiro que eu indicaria é o Vivino, que ninguém pode deixar de usar. São mais de 10 milhões de vinhos cadastrados, 40 milhões de usuários, com a média dos votos. Tem vinho com 100, 200 mil avaliações. Você vai saber daquele vinho por pessoas normais.”

“Outro, um pouco mais especializado, é o app da Wine Spectator, uma publicação muito famosa de avaliação de vinhos, e você tem acesso a todas as notas que eles já deram.”

Os vinhos brasileiros hoje são espetaculares. O problema é o preconceito

Sites:

Gary Vaynerchuck, da Wine Library. Foi o primeiro youtuber a falar de vinho. É muito divertido, dá uma resenha completamente diferente, é escrachado, as pessoas se identificam bastante. Hoje é um guru da área de negócios e se tornou celebridade fazendo resenhas de vinhos.”

James Suckling é um colunista de vinhos muito técnico mas acessível. Mostra as viagens que ele faz no Instagram.”

Livros:

“A literatura de vinhos é bem legal, e tem várias fases. Pra quem está começando e não quer algo muito técnico, eu indicaria o Wine Folly, vai direto ao ponto, sem frescura, sem afetação.”

“Tem um livro da Jancis Robinson, escritora inglesa superconceituada, chamado “Expert em vinho em 24 horas”. O nome já diz tudo: é superdireto, você vai pegar aquilo que precisa pra pelo menos parecer entendido.”

Filmes:

“Se quiser um romance, “Sideways”, um filme que popularizou a Pinot Noir nos Estados Unidos, já é considerado um filme cult.”

“Mas um mais técnico é o “Somm”, mostra o dia a dia, é uma forma de reality, que mostra o dia a dia de sommeliers que vão participar do Masters of Sommeliers, que é o maior concurso do mundo de classificação de sommeliers. É dificílimo, mostra como abdicam da família pra estudar. É complicado, tenso. Até desanima um pouco se você quer ser sommelier.”

“Outro que gosto bastante, e mostra o outro lado, é o “Sour Grapes”. Um cara sozinho conseguiu falsificar vinhos e ganhar milhões de dólares. Uma história policial interessante, que traz informações bem ricas sobre o mercado sofisticado de vinhos.”