Ser

Simplesmente Ana Laura

Criadora do perfil Explica Ana, sobre o mercado financeiro, é uma das personagens da campanha do tênis Simples

Por 2min
16 de dezembro de 2020

Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis. Sete. Oito. Nove. Dez. Onze. Doze. Treze. Quatorze. Quinze. Dezesseis. Dezessete. Resolvemos começar o texto sobre Ana Laura Magalhães assim, para mostrar uma característica dela: a perseverança. Dezessete foi o número de entrevistas que ela fez numa mesma empresa – a XP Investimentos – até ser contratada.

Natural de Uberlândia (MG), formou-se por lá em Relações Internacionais. Mudou-se para Nova York em busca de emprego – e lá também levou alguns “nãos”. Acabou voltando para o Brasil depois de um ano para estudar mais. Desta vez, Economia, mas acabou largando o curso para ingressar num mestrado, unindo as duas coisas: Economia e Política Internacional.

Enquanto buscava o novo grau, conseguiu um estágio numa empresa que trabalhava com crédito agrícola. Foi a primeira vez que teve contato com a esfera financeira, mas restrito ao agronegócio local.

– Acabou o estágio, fui ajudar um amigo que estava criando uma startup. Foi lá que ouvi falar da XP Investimentos. Comecei a pesquisar e, sem saber, tinha dois amigos que trabalhavam lá dentro. Acabei fazendo 17 entrevistas lá. Todos gostavam de mim, mas nunca era a vaga perfeita pra mim – lembra. – Na última, o recrutador me perguntou onde eu me via dentro de cinco anos, e eu respondi: ‘Como sua sócia’.

Ana Laura – que assinava “Barata”, mas passou a ser “Magalhães” para neutralizar a leitura de “pechincha” que poderia ser feita – enfim começou como assessora júnior, o cargo mais baixo da organização, aos 25 anos.

Progrediu. Mas teve que abrir mão da função – e da carteira de clientes com R$ 400 milhões em investimentos – quando surgiu uma nova oportunidade, a de criadora de conteúdo no projeto XP Explica.

– A empresa percebeu que estava na hora de criar projetos de mais alcance para o público jovem. E principalmente através de redes sociais, então pegaram alguns funcionários internos pra fazer vídeos – conta. Hoje a XP conta com um timaço de 85 comunicadores/influenciadores digitais prontos para desmistificar finanças.

Aos poucos, ela se deu conta de que usar “XP” no nome não gerava engajamento. Resolveu rebatizar o serviço, seguindo os passos de Nathalia Arcuri e do Primo Rico, também crias da casa.

 

Percebi que quando os perfis eram individualizados, funcionavam melhor que os institucionais. Falei: ‘vou transformar XP Explica em Explica Ana’.

Comprou domínio na internet, fez email, mandou para Guilherme Benchimol [CEO da companhia], pro diretor comercial, de Marketing. Ninguém a respondeu (até hoje).

O primeiro post como “Explica Ana” foi em julho de 2018. Hoje está em 6 redes sociais: Instagram, Telegram, Twitter, LinkedIn, Facebook e todas as plataformas de podcast do Brasil. Seu público é formado majoritariamente pela faixa etária de 24 a 35 anos (em segundo lugar, jovens de 19 a 24), com 56% de homens. Na equipe do Explica Ana, são mais três profissionais:  um produtor audiovisual, um editor de vídeo e uma redatora, que seguem uma rotina puxada para dar conta de atender a todos os canais.

– Se a gente somar tudo o que tem de seguidores, dá algo em torno de 250 mil pessoas. Se somar alcance, chegamos a 8 milhões de visualizações por mês – orgulha-se. – Quando virei minha própria persona, isso trouxe uma afinidade pras pessoas entenderem um pouco a sua rotina. O que você almoça, o que faz com seu tempo livre, os lugares que frequenta, o que gosta de ler. Acho que foi uma transição muito natural trazer um pouco mais de lifestyle.

Pessoalmente, gosta de dormir, mas também de acordar cedo. É vegetariana. Ama yoga, uma pedalada, um livro e uma série – e também de farmácias. Acha que ser mulher não é barreira, transparência é tudo e café é todo dia.

Por tudo isso, Ana Laura é uma das personagens escolhidas para apresentar o primeiro tênis feminino da Reserva. O Simples tem como conceito facilitar a vida das mulheres na hora de se vestir, com conforto e versatilidade. Afinal, a mulher não precisa ficar sobre um salto alto para sentir-se empoderada.