Ser

Terapia, um presente de Natal

Fabrício aproveitou a quarentena para se conhecer melhor, e afirma que isso foi transformador em sua vida

Por 2min
2 de dezembro de 2020 Atualizado em 04/12/2020 às 18:32

 

Na Reserva, costumamos fazer de um limão, uma limonada. Fabrício Andrade, publicitário, também fez assim na quarentena. Em vez de ficar deprimido em casa, aproveitou para começar a terapia sempre adiada. Neste Natal, além de celebrar a vida, a Reserva traz uma mensagem positiva, de esperança, através de 16 personagens que superaram o coronavírus. Gente como Fabrício.

– Meu agradecimento neste ano vai para o meu terapeuta, que me ajudou no processo de entendimento de mim e do amor que sinto para com as pessoas mais próximas – diz.

 

Meu terapeuta me ajudou no processo de entendimento de mim e do amor que sinto para com as pessoas mais próximas

Ele considera que “parar um mundo em constante movimento foi muito desafiador”. Ao mesmo tempo, transformador.

– Tive a oportunidade de ficar meses na casa dos meus pais e ter certeza que não existe amor maior no mundo que o da família. Foi uma reconexão comigo mesmo e com as pessoas que mais amo.

Estar em paz consigo mesmo, aliás, foi o melhor remédio durante o período em que estava infectado com o Covid-19. Olhando retrospectivamente, um presente de Natal.

– Foi muito louco esse processo. Eu estava responsável pela produção executiva de um set supergrande em outra cidade. Um dia antes, toda a equipe fez o teste e, de uma equipe de quase 20 pessoas, apenas o meu deu positivo. Fiquei uns 10 minutos paralisado. Nem entrei no set e voltei correndo pra casa pra produzir remoto. O mais complexo foi que tive todos os sintomas da doença  nas 24h seguintes. Com o término do set, fui dormir e acordei no outro dia sem sintoma nenhum. Nunca vou saber se de fato tive os sintomas ou se foi emocional. A covid é isso: um emaranhado de incertezas misturado com diferentes verdades criadas pelas pessoas – avalia.

No período de reclusão, mais uma vez sentiu-se reconfortado pela preocupação dos amigos mais próximos, que não deixavam de ligar, de manhã à noite.

– Amizade é isso, na dor e na alegria. Sou só gratidão – diz Fabrício, que, mesmo se considerando “mais realista do que otimista”, sorri pela simples possibilidade de “viver experiências diferentes todos os dias”. Que bom, vêm mais 365 por aí, num 2021 que será muito melhor, com certeza.